sexta-feira, 11 de janeiro de 2013





A chuva no meio da tarde
A chuva por dentro dos muros
A chuva me dói na alma
No centro dos absurdos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013




Procura-se um consolo enluarado
Uma paixão relativamente correspondida
Um amor meio esquecido
Uma fuga a cavalo
Dias febris interrompidos
Soluços inexoráveis

Em que terras solitárias nos perdemos
Em que rios íntimos
Solos débeis
Em que vastidão incompreensível

De colocar a língua toda
Desde a raiz
No poema regado para ti

Em que linhas corrosivas
Sórdidos limites da incompreensão

domingo, 6 de janeiro de 2013


[Imagem do arquivo pessoal de Állyssen - Chapada dos Guimarães]


A verdade é que as formigas do mato não são iguais às formigas da cidade, que vivem errantes na minha cama durante o dia. É que as formigas do mato respiram ar puro, só isso. E nuvens se beijam lentamente no céu quando chega janeiro... Quando você estiver no meio da floresta, se olhar para cima, verá os lábios de nuvens descaradamente pregados. Alguns chegarão até a invejá-las.

e eu já enjoei de escrever isso...