Uma seiva brota das profundezasnão há que afugentar os riosas correntezas interioresdeixar fluir, crescerespalhar-se como ramagematé que os frutos se derramematé as extremidadesaté escorrerem para além das margensestabelecidas no mundo
um fogo cresce e me fragmenta
não há como resistir
deixar viver
como num amém final
sem gritos espantados
sem lamúrias desordenadas
calar, sentir e só
Nenhum comentário:
Postar um comentário